Big Data: o que é e como você pode se especializar nessa área

 

Você já parou para pensar na quantidade de dados que gera, acessa e disponibiliza na web diariamente? Cada postagem, curtida ou compartilhamento em rede social, música ouvida, vídeo visualizado no YouTube, pesquisa feita no Google e sites acessados dizem muito sobre você. Agora imagine tudo isso cruzado com registros gerados por outros milhões de usuários com comportamentos, localizações e costumes diferentes.

Esse amplo conjunto de dados gerados e armazenados na web é o que o mundo da tecnologia da informação chama de Big Data. A análise das informações obtidas a partir desse cruzamento de dados auxilia e agiliza o desenvolvimento de serviços, pesquisas e tem revolucionado o mundo dos negócios. Se você se interessa por essa área e deseja investir em uma carreira que está em alta, veja a seguir como especializar-se em Big Data.

 

Mas, afinal, para que serve o Big Data?

Por trás dos milhões de dados gerados diariamente no mundo digital, há milhões de informações valiosas para as mais diferentes áreas de negócios.

O processamento de dados é um método de pesquisa que ajuda a entender comportamentos, fazer investigações e descobertas científicas. Mas a análise que antes carecia de muito tempo para que os dados fossem chegados manualmente ou por programas com processamento limitado agora é feita em minutos com ferramentas de inteligência artificial.

Com essa otimização de recursos, uma etapa longa é ultrapassada de forma rápida, abrindo espaço para a parte em que a inteligência humana se faz necessária: analisar as informações obtidas com esses cruzamentos de amplos volumes de dados e utilizar os insights obtidos no processo de forma mais valiosa. Esse é um ponto-chave do Big Data.

Os resultados obtidos a partir do Big Data têm servido não só para agilizar serviços e processos, mas também para reduzir custos, desenvolver novos produtos e propor soluções mais assertivas para problemas de ordem geral nas empresas privadas e no setor público.

 

Como o Big Data faz parte do seu dia a dia

Mesmo que você não saiba muito sobre essa expressão, com certeza existem muitas questões relacionadas ao Big Data por trás de pequenas tarefas que você faz no seu dia a dia. Um exemplo bem prático do Big Data no cotidiano são as sugestões de amizade do Facebook.

Como a rede sabe que você provavelmente conhece uma determinada pessoa? Simples. Com base no cruzamento dos seus dados com o de outros usuários, ela detecta, por exemplo, se vocês estudaram na mesma escola, trabalharam na mesma empresa, têm muitos amigos em comum, além de uma gama ampla de cruzamentos de informações feita pela rede social.

A análise das informações obtidas a partir do comportamento dos usuários tem sido usada para definir padrões de comportamento. A partir dessa análise, diferentes organizações direcionam estratégias de marketing para públicos específicos. Serviços de streaming como Spotify e Netflix e redes sociais como o YouTube, por exemplo, usam essa estratégia para oferecer campanhas direcionadas ao público-alvo das marcas anunciantes.

Se você ouve músicas no Spotify, já deve ter se deparado com uma sugestão de playlist que pareceu ter acertado em cheio o seu gosto musical. Isso não acontece por acaso. A recomendação é feita com base no cruzamento de dados coletados a partir do seu comportamento no serviço: gênero musical mais procurado, músicas mais ouvidas, artistas que você mais busca, etc.

 

Exemplos revolucionários no uso do Big Data

Todavia, a utilidade desse tipo de recurso vai muito além de estratégias para marketing e vendas. O cruzamento de dados também tem sido uma ferramenta no auxílio à resolução de problemas públicos, como mobilidade urbana, e para otimizar trabalhos de grande demanda, como a do sistema judiciário brasileiro.

Em dezembro de 2018, por exemplo, a Ford Smart Mobility apresentou um estudo que mostra como um sistema de Big Data pode ajudar a solucionar problemas de trânsito ao prever quais os locais e horários com maiores probabilidades de acidentes em uma cidade.

O projeto-piloto foi realizado em Londres, na Inglaterra, onde sistemas de sensores foram instalados em 160 veículos comerciais. Com base em dados coletados após 1 milhão de quilômetros percorridos, a empresa identificou os pontos com maior registro de acidentes e os comportamentos que estavam relacionados a isso.

No Brasil, o Ministério da Justiça utiliza um sistema capaz de fazer o cruzamento de mais de 1 bilhão de registros em segundos. Essa solução tem ajudado a identificar indícios de ações ilícitas, como lavagem de dinheiro. É um sistema baseado em Big Data que tem auxiliado também a Receita Federal. Ao cruzar dados de empresas, transações bancárias, registros fiscais, entre outros, o sistema da Receita detecta com rapidez qualquer incompatibilidade que possa indicar uma possível sonegação de impostos.

 

Mercado a ser explorado

Além de profissionais capacitados para atuar com o desenvolvimento desses sistemas, o mercado carece de cientistas capazes de analisar os dados trazidos pelo Big Data e que possam tirar o máximo de proveito dessas informações. A capacitação para essa área envolve conhecimento em estatística, matemática, conhecimento de negócios e ciência de computação.

Quem tem esse perfil e vontade de ingressar nesse meio tem um mercado em expansão que vivencia a escassez de profissionais habilitados e especializados em Big Data.

Uma pesquisa da IBM, intitulada “The quant crunch – How the demand for data science skills is disrupting the job market”, estima que somente nos Estados Unidos o número de vagas abertas para profissionais na área de dados aumente das 364 mil registradas em 2017 para 2,72 milhões em 2020.

O estudo ainda aponta que dentro dessa área as profissões de maior crescimento são as de cientistas de dados e de analistas avançados. A previsão é que entre 2015 a 2020 a demanda por esses profissionais cresça 28% somente nos Estados Unidos.

 

O que é necessário para ser um especialista em Big Data

Profissionais da área de Tecnologia da Informação, Sistemas de Informação, Engenharia da Computação, Administração e áreas afins podem se especializar nessa área em até 12 meses por meio de uma pós-graduação.  

Na Estácio, a pós-graduação a distância em Ciência de Dados e Big Data Analytics busca formar profissionais qualificados para operar grandes volumes de dados processados com técnicas de MapReduce, Hadoop, processamento em memória com Spark, design de sistemas com HDFs, entre outros. A especialização também oferece disciplinas com fundamentos de análise de dados por meio da linguagem R e Python 2.7.

Na Unyleya, a pós-graduação em Big Data, também a distância, trabalha a área técnica e expande o foco para o poder de análise de dados na tomada de decisões. O curso é voltado tanto para profissionais da área de TI, matemática e estatística, quanto para graduados de outras áreas com interesse em tecnologias para análise de dados, como administradores de empresas e contadores.

 

Agora que você já sabe o que é Big Data e as razões que fazem essa área ser uma das mais promissoras do mercado, que tal investir em uma pós-graduação? O cenário atual indica que o aumento de profissionais qualificados nesse campo ocorrerá em ritmo mais lento do que o das novas tecnologias que necessitarão desses especialistas. Assim, não faltará mercado e nem oportunidades para você no futuro.

 

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