Veja o que você vai aprender na pós-graduação em Libras

Embora tenha mais de 10 milhões de surdos, conforme levantamento do IBGE, o Brasil ainda engatinha quando o assunto é a inclusão das pessoas com deficiência auditiva em todas as esferas da sociedade. Se você se interessa por essa área, uma das maneiras de buscar qualificação e fazer a sua parte nessa busca por igualdade é investindo em uma pós-graduação em Libras.

Antes de falarmos das opções disponíveis no mercado, é importante ponderarmos como essa área é recente. Até 2006, o País sequer tinha graduação em Libras, mas hoje já conta até com especialização na área. A pós-graduação em Libras tem sido buscada por quem já tem ensino superior e quer aprofundar os conhecimentos na língua de sinais. Apesar de muitas pessoas associarem essa especialização com uma preparação para que o profissional seja intérprete ou tradutor, o campo de atuação para o profissional qualificado na área vai muito além. Saiba mais seguindo a leitura deste texto.

Pós-graduação em Libras: um pouco da história da luta pela educação inclusiva

Sem analisar o contexto histórico, talvez fique difícil entender como a maioria da população brasileira é analfabeta na considerada segunda língua oficial do País. Afinal, por que a maior parte dos intérpretes e professores de Libras são surdos ou familiares de alguém com essa deficiência?

Uma breve linha do tempo permite compreender o panorama que fez com que essa área do conhecimento se expandisse tão lentamente. Até 1857, os surdos do País sequer tinham direito à educação. Naquele ano, porém, a língua de sinais foi criada pelo hoje conhecido como Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). A origem dessa língua remonta a uma mistura da língua francesa de sinais com gestos já utilizados por surdos brasileiros.

Quando parecia que a área iria engrenar, em 1880, durante uma conferência em Milão, a utilização da língua de sinais foi proibida no mundo todo. Foi entendido, por meio de votação entre participantes do evento – sendo que a maioria não era surda –, que a melhor forma para as pessoas com deficiência auditiva se comunicarem era através da oratória.

A medida não fez com que os surdos parassem de se comunicar com as mãos, mas houve um atraso em relação ao progresso dos estudos da língua nesse período.

Como foi o reconhecimento da Libras como língua oficial

O primeiro curso de especialização na linguagem de sinais do País foi criado somente em 1980 pelo Ines. Todavia, a Libras só foi reconhecida como língua oficial no Brasil em 2002, através da Lei n.º10.436. Em 2004, uma outra lei obrigou a inserção de recursos visuais e de legendas em propagandas oficiais do governo.

Em 2005, através de decreto presidencial, a língua brasileira de sinais virou disciplina obrigatória nos cursos de formação de professores e de fonoaudiólogos. Profissionais que se formaram antes disso buscam hoje em uma pós-graduação em Libras a oportunidade de se atualizarem na área.

Até meados dos anos 2000, o País não tinha nenhuma faculdade voltada aos conhecimentos dessa área. O primeiro curso de graduação em Libras foi criado em 2006, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Inicialmente, esse curso foi ofertado apenas na modalidade a distância, sendo a opção presencial implementada três anos depois, em 2009.

Atuações comuns para quem faz pós-graduação em Libras: tradutor ou intérprete

Esse contexto histórico permite ver como a área do ensino em Libras é recente e o quanto ela ainda pode crescer. Falta muito para que Libras seja considerada a segunda língua oficial dos brasileiros, como proposto. Por isso mesmo, o mercado está em expansão para quem quer aprofundar os seus conhecimentos na língua de sinais.

Um exemplo disso é que a profissão de tradutor e intérprete de Libras foi regulamentada apenas em 2010. A mais recente proposta em andamento que envolve a área visa inserir o ensino em Libras como disciplina obrigatória da escola pública. Essa proposta foi enviada ao Senado e está em tramitação.

A cada progresso envolvendo a língua em Libras, aumenta a necessidade de professores, tradutores e intérpretes no mercado. Os profissionais qualificados podem atuar em todos os âmbitos, seja no ambiente de trabalho, em escolas, conferências, hospitais, entre outros locais.

Por que fazer uma pós-graduação em Libras?

Muitos profissionais com interesse em aprofundar os conhecimentos nessa língua não tiveram a oportunidade de fazer uma graduação na área. Mas com uma pós-graduação em Libras é possível buscar por essa qualificação.

O conhecimento na área vai além do interesse pessoal em querer se comunicar com milhões de brasileiros que não conseguem ouvir. Quem está procurando oportunidades interessantes no mercado de trabalho pode diferenciar-se com essa formação e qualificar-se para apresentar serviços que sejam úteis para o público surdo.

Sem acesso à educação por muito tempo, ainda há poucos surdos com especializações em diversos campos de atuação. Sem uma educação bilíngue, os especialistas ouvintes não têm o conhecimento em Libras necessário para atender a esse público.

O resultado disso é a falta de acesso a alguns serviços por parte do público surdo. Você já parou para se perguntar, por exemplo, como fica a questão da privacidade do surdo se ele quiser fazer uma terapia ou confidenciar algo a um médico, caso esse profissional não saiba a linguagem de sinais? Atualmente, quando uma situação dessas acontece, a pessoa com deficiência auditiva é obrigada a compartilhar as informações também com um intérprete para garantir o seu atendimento. Mas, conforme esse mercado crescer, mais profissionais de diferentes áreas devem buscar uma qualificação que permita atender diretamente esse público.

O que esperar de um curso de pós-graduação em Libras?

Atentos a esse movimento do mercado por uma maior inclusão das pessoas, profissionais de diversas áreas que não apenas a da educação, como psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, entre outros, têm buscado por cursos de pós-graduação em Libras.

Entre as opções disponíveis, a pós-graduação em Libras da Unyleya oferece disciplinas relacionadas à comunicação e à linguagem bilíngue, estudos sobre a deficiência auditiva e a surdez, fundamentos da língua de sinais, além de identidade e cultura.

O curso da Unyleya é ministrado a distância. Isso quer dizer que o aluno pode assistir às aulas no seu tempo, em qualquer lugar e até mais de uma vez para a fixação dos conteúdos. O tempo estimado para essa especialização é de 8 meses. Por ser 100% online, a pós-graduação em Libras exige apenas uma aula presencial ao final do curso, onde deve ser feita a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso.

 

Deixe um comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *